domingo, 30 de setembro de 2012

A história do Titanic


A história do RMS Titanic contada pelas fotos publicadas no jornal Belfast Telegraph, fundado em 1870, na Irlanda do Norte.
 


A história do RMS Titanic começa em março de 1909, nos estaleiros da Harland and Wolff, em Belfast.
 
 
Mais de 10 mil homens trabalharam na construção do navio, que ficou pronto em 1912.

 
Seu comprimento total era de 269,10 metros, sendo 28 metros de largura  e 18 metros de altura. Pesava 46.328 toneladas.
 
 
O casco do Titanic foi lançado ao mar no dia 31 de maio de 1911 e sua equipagem foi concluída em 31 de março de 1912.  
 
 
Entre a tripulação estava o Capitão Edward J. Smith (da esquerda para direita, o terceiro sentado), comandante da primeira e última viagem do RMS Titanic. 
 
 
O Titanic saiu de Southampton (Inglaterra) no dia 10 de abril de 1912. Antes de seguir viagem à Nova York, o navio ainda pegou passageiros nos portos de Cherbourg (França) e Queenstown (Irlanda).
 
 
Das 2.228 pessoas a bordo do RMS Titanic, 900 faziam parte da tripulação.
 

O norte-americano, Jack Thayer, tinha 17 anos de idade, quando embarcou no Titanic com seus pais, John Borland Jr. e Marian Thayer. Apenas ele e mãe sobreviveram ao naufrágio. Thayer cometeu suicídio em 1945.
 

 
Entre os passageiros famosos que embaraçam no Titanic, estava Dorothy Gibson. Atriz, cantora e modelo, ela tinha 23 anos quando fez a viagem rumo à Nova York.  Dorothy Gibson também sobreviveu a tragédia e  veio a morrer devido a uma parada cardíaca em 1946.
 
 
Para época, o RMS Titanic era considerado o navio luxuoso. A primeira classe, além de uma piscina, banhos elétricos, chegou a ter uma sala de ginástica.   
                    
 
As salas da primeira classe foram adornadas com painéis de madeira esculpidos, móveis caros e outras decorações.
 

Toda opulência e luxo não impediu que o Titanic fosse tragado pelo Oceano Atlântico no dia 15 de abril de 1912.  Das 2.228 pessoas a bordo, 1.523 morreram, dessas 80% eram homens. 
 
 
Os sobreviventes foram resgatados pelo navio RMS Carpathia. A busca pelos corpos das vítimas levou dois meses.
 

Em 1985, uma expedição oceanográfica, formada pela França e Estados Unidos, descobriu os destroços do Titanic.
 

Os destroços do navio foram localizados a 3.800 metros de profundidade, na costa do Canadá. 
 

Millvina Dean tinha nove meses quando o RMS Titanic naufragou. Millvina Dean morreu em  2009, mas a história do Titanic vai continuar viva por muito tempo.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Documentário "Navegantes"


A cena na escola pública de Navegantes contou com a participação da professora de história Mirela Leite

Uma das cenas que fazem parte do documentário “Navegantes” foi gravado na Escola Municipal Rosa Maria Xavier de Araújo, no bairro Meia Praia.

O filme, que está sendo rodado em Navegantes e cidades da região, vai abordar a colonização portuguesa no Litoral de Santa Catarina.

O curta-metragem irá contar a história da colonização portuguesa em Navegantes de uma forma diferente
 O documentário foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Navegantes e conta com o apoio cultural da Portonave. 

domingo, 13 de maio de 2012

Porto Belo recebe equipe do Documentário "Navegantes"


    Sede administrativa da Nova Ericeira no século 19, Porto Belo é ponto de partida do documentário 
A equipe do curta-metragem “Navegantes” esteve em Porto Belo. As gravações foram concentradas na Praia Central, Píer Turístico e na Praia do Araçá.

Entre as manifestações folclóricas deixadas pelos portugueses está a dança,  que é representada pelo Grupo Alegria

O filme, que está sendo rodado em Navegantes e cidades da região, vai abordar a colonização portuguesa no Litoral de Santa Catarina. O vídeo é resultado de cinco anos de pesquisa sobre a origem da população nativa catarinense com ascendência lusitana.
A Praia Central foi um dos lugares escolhidos em Porto Belo para as gravações do curta-metragem

A produção independente tem direção e roteiro do jornalista Rogério Pinheiro, edição e produção de Roney Rodrigues. O curta-metragem conta ainda com a participação dos atores Day Willain e Luciano Estevão.
As técnicas pesqueiras é um dos legados que os povoadores lusos deixaram em Santa Catarina
O documentário foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Navegantes e conta com o apoio cultural da Portonave.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Documentário questiona presença açoriana em Santa Catarina


 Porto Belo também será cenário para o documentário sobre o mito açoriano em SC
Não só de açorianos foi formada a população de origem portuguesa de Santa Catarina. É com esta ideia que está sendo rodado o documentário “Navegantes”. O curta-metragem irá contar a história da colonização portuguesa no litoral catarinense de uma forma diferente do habitual. O vídeo é realizado por uma produtora de Itajaí e terá no elenco atores, pesquisadores, moradores de Navegantes e Itajaí. O documentário foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura de Navegantes e conta com o apoio da Portonave.

O roteiro e direção são assinados pelo jornalista Rogério Pinheiro. O jornalista que pesquisa a origem lusa da população nativa catarinense desde 2007, irá utilizar o resultado da investigação como base teórica para o documentário.

               Cena gravada na escola Rosa Maria Xavier de Araújo, bairro Meia Praia, em Navegantes
Em cinco anos de pesquisa, foram analisados mais de 15 mil documentos, entre cartões de imigração, registros paroquias de nascimentos, batismos e óbitos, de 1750 a 1870. O resultado da pesquisa mostra que a ascendência portuguesa da população nativa de Santa Catarina não é majoritariamente das Ilhas dos Açores, como divulga o Núcleo de Estudos Açorianos (NEA), órgão ligado a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

                Registros paroquias desde 1750 provam que maioria dos portugueses são continentais
Até mesmo em Florianópolis os açorianos não são a maioria. Um exemplo que o jornalista utiliza é na Lagoa da Conceição, onde 40% moradores nativos não possuem origem açoriana e sim no continente português.

- E de Florianópolis até São Francisco do Sul o índice de portugueses continentais aumenta. Em Navegantes e Itajaí chega a 70%. Em São Francisco do Sul ultrapassa os 90%. Esses lusos continentais são em grande parte da região Norte de Portugal, das cidades do Porto, Braga, Vila do Conde e Guimarãens – explica.

                   Grupo de dança portuguesa de Porto Belo Alegria fez uma participação especial 


Independente da polêmica que o documentário poderá provocar, o jornalista espera que ele também chame atenção pela qualidade.
- Estamos trabalhando para entregar um produto de qualidade ao público. Algumas cenas serão dramatizadas até para chamar atenção e quebrar o ritmo de um documentário, que às vezes se torna cansativo. Além da pesquisa, vamos usar exemplos de como se criou o mito açoriano em Santa Catarina. São exemplos simples e que fazem parte do dia a dia das pessoas – completou o jornalista.

O documentário “Navegantes” está previsto para ser lançado em setembro de 2012, no município de Navegantes.  O vídeo será exibido em escolas, universidades, associações de moradores e festivais.

Informações adicionais no telefone (47) 8823-5334 ou pelo e-mail rogerio.ericeira@hotmail.com


quinta-feira, 26 de abril de 2012

O Diário de Anne Frank


                                                                                  
A professora da escola municipal Rosa Maria Xavier de Araújo, em Navegantes, Mirela Cristiana Leite, está organizando uma campanha para doações do livro “O Diário de Anne Frank”, que será utilizado durante as aulas de história da turma da 8ª série. Quem quiser ajudar pode fazer a doação na escola, que fica localizada Rua Laudelino Firmino de Novaes nº 398, bairro Meia Praia. A campanha segue até 11 de maio.

Segundo Mirela, o objetivo é arrecadar 40 livros, que não precisam ser novos. A professora de Navegantes decidiu levar o Diário de Anne Frank para a sala de aula pelo testemunho mais humano da Segunda Guerra Mundial e também pela autora ter a idade dos seus alunos.

O diário foi escrito entre os anos de 1942 a 1944, pela adolescente alemã Anne Frank, enquanto se escondia com a família num esconderijo de um edifício comercial em Amsterdã. O Diário de Anne Frank foi publicado em 1947, dois anos após a morte de Anne num campo de concentração nazista.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Próxima parada: Aeroporto de Itajaí

Aeroporto Salgado Filho em Itajaí foi inaugurado na década de 1950, no bairro Barra do Rio e durou menos de 20 anos
    
     Muito antes de Florianópolis, Navegantes, Joinville e Chapecó terem seus aeroportos, Itajaí inaugurava o seu. Foi em setembro de 1952. O Aeroporto de Itajaí recebeu o nome do senador gaúcho Joaquim Pedro Salgado Filho, ministro da Aeronáutica de Getúlio Vargas. Salgado Filho é hoje o nome do Aeroporto Internacional de Porto Alegre.

Primeiro voo da companhia aérea Varig a chegar em Itajaí em 1959. A Varig tinha voos para Porto Alegre e São Paulo

     O Aeroporto de Itajaí ficava no bairro Barra do Rio e funcionou até a década de 1960, com voos regulares para diversas cidades do país. Itajaí teve um aeroporto numa época em que o principal meio de transporte era marítimo. A BR-101 não existia e as únicas estradas eram de barro. Uma viagem de Itajaí a Florianópolis poderia levar até 12 horas para ser concluída, isso se o veículo não ficasse atolado no barro.

Depois de 1960, o aeroporto foi transferido para o outro lado do rio Itajaí-Açú, em Navegantes, que na época era um bairro itajaiense. Até 1978, o terminal era ainda chamado de Aeroporto Itajaí

     Quem pensa que o aeroporto melhorou a vida de quem precisava viajar se engana. O check-in não existia, as pessoas andavam no meio da pista sem a menor cerimônia e a viagem de um destino para outro tinha muitas escalas. Por exemplo, uma viagem de Itajaí a Porto Alegre tinha três: Florianópolis, Tubarão e Caxias do Sul (RS).

Passageiros ilustres desembarcaram no Aeroporto Salgado Filho de Itajaí, entre eles o presidente Café Filho em 1954

     Na cidade gaúcha, a pista era uma pastagem que antes das aeronaves decolarem servia de pasto para bovinos. Quem fez essa viagem, em 1963, foi o representante da cidade de Munique (Alemanha) no Brasil, Giovanni Lenard, que conta detalhes do voo Itajaí/Porto Alegre.

Além da Varig, a também extinta Cruzeiro do Sul tinha voos frequentes no terminal itajaiense na década de 1950

     - Naquele tempo cada passageiro, à medida que chegava ao balcão da companhia aérea, recebia uma ficha de plástico azul, com um número gravado. Na hora do embarque, era convocado aos berros pelo despachante de voo, os passageiros caminhavam os poucos metros até o avião e aguardavam ao pé da escada até serem chamados, um a um. Assim, o embarque era efetuado na ordem de chegada ao aeroporto, e quem desejasse sentar na janelinha, que chegasse mais cedo – lembra o representante.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A Trilogia das Cores começa nesta quarta-feira com "A Liberdade é Azul"



Lançados em comemoração aos 200 anos da Revolução, os filmes levaram os nomes das cores da bandeira francesa
O cinema existencialista do polonês Krystof Kieslowski estará em Navegantes nesta semana. O Sesc/SC exibe gratuitamente a premiada Trilogia das Cores. Compõem a trilogia “A Liberdade É Azul” (1993), “A Igualdade É Branca” (1994) e “A Fraternidade É Vermelha” (1994). Os filmes vão ser projetados nos dias 25, 26 e 27 janeiro, respectivamente, no Auditório da Prefeitura de Navegantes, sempre às 19 horas.

Lançados em comemoração aos 200 anos da Revolução, os filmes levaram os nomes das cores da bandeira francesa: o azul, o branco e o vermelho e pretendiam discutir seus significados – a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Após lançar a Trilogia das Cores, Kieslowski decidiu abandonar o cinema.

Krzysztof Kieślowski nasceu em Varsóvia (Polônia), no dia 27 de junho de 1941. Estudou cinema na Escola de Teatro e Cinema de Lodz, por onde também passaram os cineastas Roman Polanski e Andrzej Wajda.

Depois da trilogia, Kieslowski abandonou as câmeras por que disse que estava achando tudo muito chato e preferia viver ao invés de fazer cinema
A carreira de Kieślowski se divide entre a fase polonesa e a francesa. Depois de concluir a faculdade, o jovem diretor começa a produzir documentários. A vida dos trabalhadores e dos soldados era o foco principal desses filmes. A narrativa dos documentários passa a influenciar os primeiros filmes de ficção do diretor. "A Cicatriz", "Blind Chance" e "Amador" são exemplos desse estilo.

A trilogia das cores foram filmes os quais deram um maior sucesso comercial ao diretor. São baseados nas cores da bandeira francesa e no slogan da revolução do país. O toque de Kieslowski está na sua representação das palavras liberdade, igualdade e fraternidade e na forma que as cores dão o ambiente psicológico da história. Outro ponto interessante é reparar no cruzamento de elementos em comum entre os três filmes.

Depois do último filme da trilogia o diretor anunciou a sua aposentadoria devido ao fato de estar cansado de fazer cinema. Kieślowski morre no dia 13 de março de 1996, aos 54 anos, vitima de complicações da AIDS.

Em “A Liberdade é Azul”, Julie (Juliette Binoche) tenta se desfazer do passado
A Liberdade é Azul
Ao acordar em um hospital, depois de um acidente, Julie (Juliette Binoche) descobre que o marido e filha morreram. Desesperada, procura se desfazer de tudo que a lembre do passado. Primeiro filme da trilogia do diretor Krzysztof Kieslowski inspirada nos ideais da Revolução Francesa.

A Igualdade é Branca, (1993) é o segundo e o mais perto que Kieslowski chega de uma comédia
A Igualdade é Branca
Segundo filme da trilogia do diretor Krzysztof Kieslowski. A difícil relação de um casal (ele é polonês, ela francesa) serve de argumento para o filme discutir o ideal de igualdade entre as pessoas.
Rouge, A Fraternidade é Vermelha, (1994) é o terceiro e último Kieslowski

A Fraternidade é Vermelha
Valentine (Irene Jacob) atropela uma cadelinha quando voltava para casa. Seu encontro com o dono do animal, um juiz que vive isolado, provocará questionamentos em ambos





quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Nova Ericeira em Bombinhas

                                                                                   

O livro “A Nova Ericeira”, do jornalista Rogério Pinheiro, será lançado nesta quinta-feira (24/11), na 1ª Feira do Livro de Bombinhas. A obra do jornalista conta a trajetória de dez famílias descendentes de colonos portugueses da Vila da Ericeira, que vieram para Santa Catarina no século XIX. As histórias são interligadas e contadas na ordem cronológica inversa, de 2009 a 1818.

O nome do livro tem origem na Colônia Nova Ericeira, instituída em 1818, no Litoral de Santa Catarina. A obra traz ao leitor personagens que vão do simples pescador a figuras históricas como Dom João VI e o general francês Jean-Andoche Junot, braço direito de Napoleão Bonaparte. A obra editada pela Nova Letra, de Blumenau, possui 210 páginas e custa R$15,00
A Feira do Livro de Bombinhas está sendo realizada no Ginásio de Esportes da escola Municipal Dilma Mafra, bairro Centro, até esta quinta-feira. O horário de visitação acontece das 8 às 12h e das 13h30min às 20 horas. A entrada é gratuita.

Trechos da obra

“A batalha que estava prestes a ser travada era de David e Golias. No entanto, ao contrário da Bíblia, na história do Estrela Dalva e seus tripulantes o vencedor não seria o mais fraco”, Capítulo 4 – Valéria, página 54.

“O pescador estava pouco preocupado se Hitler dominava metade da Europa ou se lia escondido os gibis de Wall Disney no bunker da chancelaria alemã, em Berlim. Além disso, a importância que dava a Hitler era a mesma que dedicava ao seu dedo minguinho, ou seja, nenhuma”. Capítulo 10 – Rogel, página 188.

Informações adicionais no e-mail rogerio.ericeira@hotmail.com












quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Nova Ericeira


Brasão da antiga Nova Ericeira tinha no centro o ouriço, também presente no brasão da Ericeira


      Em fevereiro de 1818, Dom João VI foi coroado rei de Portugal, Brasil e Algarves. Uma das primeiras medidas já como monarca foi à criação de uma colônia pesqueira no Sul do Brasil. O Aviso Régio de 25 de março de 1818 tornou oficial a ideia sugerida um ano antes por Justino José da Silva. Coube ao então Intendente da Marinha de Santa Catarina, o comandante Miguel de Souza Mello e Alvim, a fundação do povoado no litoral catarinense. O local indicado foi a Enseada das Garoupas, hoje cidade de Porto Belo.

Oficialmente os colonos chegaram no Litoral de Santa Catarina em 1817, mas há registro de ericeirenses antes de 1800

      Como se tratava de um empreendimento pesqueiro, os colonos vieram de uma região com tradição secular na pesca em Portugal: a freguesia da Ericeira. Bem antes do descobrimento do Brasil, os ericeirenses já pescavam em alto mar e conheciam as técnicas da pesca. Todo esse conhecimento eles levaram para o litoral de Santa Catarina. Surgia assim a Colônia Nova Ericeira.


A Ericeira surgiu de uma vila pesqueira com mais de dois mil anos de história. O Foral de 1229 já faz referência a pesca

      Justino José da Silva era ex-funcionário da Câmara Municipal da Ericeira, extinta em 1855, por ocasião de uma reforma administrativa que o Reino de Portugal promoveu. Além de Justino, entre os colonos havia mais dois funcionários da Câmara Municipal. Antes da chegada da primeira leva de colonos, algumas famílias da Ericeira e de outras cidades de Portugal Continental residentes em Desterro (Florianópolis), São Miguel da Terra Firme (Biguaçu) e São José, seguiram para Enseada das Garoupas. Eles se ajuntaram com colonos e deram inicio a nova povoação.


Da Ericeira veio todo o conhecimento da pesca para o Sul do Brasil. Na foto Victorino Dias, o Cachafana, que nasceu em 12/12/1833 e morreu em 05/06/1861 na Ericeira

      João Vieira Tovar e Albuquerque, governador da Capitania de Santa Catarina, forneceu todo o material indispensável para os novos povoadores (casas, ferramentas, sementes e o pagamento pelos serviços prestados). Os terrenos, que começavam em Porto Belo e seguiam até Itajaí, foram doados por sorteio pelo próprio governador. O mesmo entregou na mão de cada colono o título de posse. Chefes de famílias receberam lotes próximo ao mar e os solteiros ficaram com as terras de interior.


Independência do Brasil, em 1822, apressou o fim da Nova Ericeira. Todos os projetos de Portugal foram esquecidos a partir dessa data

      Além dos pescadores, um padre e um médico foram contratados para atender, de graça, os colonos. Nos primeiros meses no Sul do Brasil, os ericeirenses se ocuparam na construção de casas e na aquisição de embarcações à pesca em alto mar. Eles contaram com a ajuda de Mello e Alvim, que providenciou uma embarcação pesqueira na Armação da Piedade, núcleo de captura e industrialização de baleia criado no ano de 1746. Com o barco, deu início a pesca marítima na Colônia Nova Ericeira.

Um dos legados deixados pelos ericeirenses foram as festas religiosas. Na Nova Ericeira, a festa em homenagem a Nossa Senhora da Boa Viagem recebeu o nome de Nossa Senhora dos Navegantes

     Depois de 1818, o litoral catarinense recebeu mais levas de colonos da Ericeira, a última aconteceu em 1824. Foi justamente nesse ano, no dia 18 de dezembro, que o nome Nova Ericeira foi substituído por Porto Belo. O alvará que determinava a mudança fez que a freguesia ficasse subordinada a vila de Tijucas por oito anos. No dia 13 de outubro, Porto Belo deixou de ser freguesia para se transformar em vila. O nome Nova Ericeira foi esquecido, mas seus descendentes não, continuaram a repassar por gerações as técnicas da pesca que os ericeirenses trouxeram de Portugal.

A Nova Ericeira tinha um território que ia de Governador Celso Ramos até a cidade de Itajaí, no Litoral de Santa Catarina

      O primeiro estudo realizado no Brasil sobre a colônia é da professora doutora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Arlete Assumpção Monteiro. Na década de 1980, a professora descobriu, por acaso, a existência da Colônia Nova Ericeira, quando pesquisava a temática de trabalho e a educação em áreas litorâneas. Ela aproveitou o tema para o seu mestrado, também na PUC-SP. No ano 2000, o mesmo material serviu para escrever “A Ericeira Brasileira: trajectória de uma colónia portuguesa no litoral brasileiro”. O livro publicado pela editora portuguesa Mar de Letras, em comemoração aos 500 Anos da Descoberta do Brasil, é referência sobre a Colônia Nova Ericeira.


De vila formada por pescadores, a Ericeira é hoje um balneário conhecido na Europa. O turismo é a principal atividade econômica

      No papel, a Colônia Nova Ericeira deixou de existir no ano de 1824. A Independência do Brasil, em 1822, a demora para distribuição das terras e construção dos barcos de pesca, contribuíram para o fim da colônia. Segundo professora Arlete, o movimento de apagar tudo que lembrasse os projetos de Portugal ajudou para trocar o nome Nova Ericeira por Porto Belo. Atualmente, as pessoas que residem nas oito cidades que fizeram parte da colônia (Governador Celso Ramos, Bombinhas, Porto Belo, Itapema, Camboriú, Balneário Camboriú, Itajaí e Navegantes) desconhecem que um dia houve a Colônia Nova Ericeira.
 
Por ter uma baia tranquila, Porto Belo foi escolhida para ser a sede da Nova Ericeira. Porto Belo vive hoje do turismo

      A Colônia Nova Ericeira foi criada em 1818, primeiro para garantir a ocupação portuguesa no litoral de Santa Catarina, região entre a Enseada das Garoupas (Porto Belo) a Foz do Rio Itajaí (Itajaí/Navegantes). Em segundo lugar, para explorar o potencial pesqueiro do litoral catarinense. As terras da Colônia iam de Tijucas a Camboriú, mas elas podem ter entrado pelo Rio Itajaí e chegado até Indaial. A Nova Ericeira foi uma colônia estatal, provida com recursos da Coroa Portuguesa. Estima-se que cerca de 300 famílias vieram da Ericeira para o Sul do Brasil, a maioria homens do mar (pescadores e carpinteiros navais).


A pesca é sem dúvida a grande herança deixada pelos jagozes em quase 200 anos de Nova Ericeira

      As famílias ericeirenses se estabeleceram entre Porto Belo a Itajaí, mas existem indícios de descendentes em outras cidades do Litoral de Santa Catarina. Pode ainda ter o translocamento de algumas famílias para os estados do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.
 
Nove cidades foram criadas da antiga Nova Ericeira, Balneário Camboriú foi uma delas. A cidade catarinense é uma das mais conhecidas do Sul do Brasil

      A Colônia Nova Ericeira foi extinta em 1824, mas seus habitantes não. Com o nome de Porto Belo, as famílias da Ericeira continuaram a desenvolver a arte da pesca pelos anos que seguiram. Do antigo empreendimento pesqueiro surgiram nove cidades e todas com um algo em comum: a ligação com o mar. As cidades que nasceram da Nova Ericeira são: Balneário Camboriú, Bombinhas, Camboriú, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Navegantes, Porto Belo e Tijucas.