terça-feira, 30 de agosto de 2011

A vila da Ericeira em Portugal tem mais de dois mil anos de história e foi tema de um documentário
O documentário “Ericeira: um mar de história” será exibido, gratuitamente, nesta quarta-feira (31), em Balneário Camboriú. O vídeo que conta a história da vila portuguesa da Ericeira vai ser apresentado no Programa Cineclube, da Fundação Cultural. A sessão começa às 19h30, na Biblioteca Machado de Assis, localizada na Terceira Avenida, esquina com as ruas 2500 e 2550. O documentário foi produzido pela TV Univali e conta com apoio cultural das Lojas Sibara.

O Cineclube é um programa coordenado pelo Arquivo Histórico de Balneário Camboriú e exibe filmes sempre na última quarta-feira do mês, dando preferência a obras não comerciais. A entrada é gratuita e a reserva de lugares pode ser feita no local ou pelo telefone 3264-5706, das 13 às 19 horas.


Pescadores ericeirenses são alguns dos personagens do documentário que foi filmado em agosto de 2010
O documentário aborda a importância da vila portuguesa da Ericeira (distante 40 quilômetros de Lisboa) para instalação de uma colônia pesqueira no Litoral de Santa Catarina no século XIX, a Colônia Nova Ericeira, criada por Dom João VI em 1818, na Enseada das Garoupas, hoje a cidade de Porto Belo. Cerca de 300 famílias vieram da Ericeira e de outras cidades de Portugal Continental.

Com direção e roteiro do jornalista Rogério Pinheiro, o documentário traz entrevistas com pescadores, personalidades e brasileiros que foram trabalhar na vila portuguesa. A Ericeira é um dos três lugares em Portugal com a maior concentração de brasileiros. A vila, com mais de dois mil anos de história, tem no turismo a sua principal atividade econômica.

Voltada para o Atlântico Norte, a Ericeira sempre dependeu do mar, seja na pesca e construção naval como o turismo
Desde março deste ano, o filme está sendo exibido, gratuitamente, em escolas públicas, associações de moradores, entidades e colônias pesqueiras do Litoral de Santa Catarina. No itinerário estão as cidades que fizeram parte da Colônia Nova Ericeira: Balneário Camboriú, Bombinhas, Camboriú, Governador Celso Ramos (Ganchos), Itajaí, Itapema, Navegantes, Porto Belo e Tijucas.

Serviço
Evento: Cineclube FCBC – “Ericeira: um mar de história”
Data: 31 de agosto, quarta-feira
Horário: 19h30
Local: Arquivo Histórico de Balneário Camboriú
Endereço: Terceira Avenida, esquina com as ruas 2500 e 2550
Entrada gratuita

As rendeiras de Peniche


Escola de Rendas de Peniche é uma das mais antigas de Portugal

      Na sala o silêncio é total e a atenção sempre voltada à almofada. As mãos ágeis e experientes conduzem agulhas feitas de madeira em movimentos circulares. De um simples novelo de linha surge então uma obra arte: a renda bilro. Na cidade de Peniche, em Portugal, esse mesmo trabalho é feito há mais de 350 anos com maestria.

      Peniche fica numa península com cerca de dez quilômetros. A cidade portuguesa está localizada a 100 quilômetros a Noroeste de Lisboa. Com população estimada em 30 mil habitantes, Peniche é considerado o maior porto pesqueiro de Portugal e conhecido também pelas belas praias e a reserva natural das Berlengas.

Rendeiras de bilro mantém arte há mais de 350 anos

      A cidade também é conhecida em Portugal pelas famosas rendas de bilros. Segundo historiadores, já no século XVII os bilros saracoteavam nas almofadas cilíndricas das mulheres penichenses a dar vida às formas mais ou menos ingênuas dos desenhos traçados sobre os piques cor de açafrão. Um testemunho datado de 1625, sobre a doação de uma renda comprova a origem e fama das rendeiras de Peniche.

      Antes de ser considerada uma arte, a renda de bilro era um trabalho necessário. A atividade exercida pelas mulheres de pescadores ajudava e muito no sustento de suas famílias. Na época em que os homens não podiam sair para o mar devido ao mau tempo, era a venda das rendas feitas pelas mulheres que traziam um alivio no orçamento de casa.
 
Por muitos anos as mulheres de Peniche dependiam da venda da renda de bilro

      De Peniche, a renda ganhou o mundo e chegou ao Brasil, principalmente no Litoral de Santa Catarina, onde se utiliza uma técnica muito semelhante aos utilizados pelas rendeiras de Peniche. Na cidade portuguesa é notória a relação da renda praticada no Brasil com a de Peniche e também de outra cidade portuguesa, Nazaré.
 
Fortaleza de Peniche, onde funciona o museu municipal

     Em meados do século XIX existiam em Peniche quase mil rendeiras. Com a industrialização, as rendas de bilros de Peniche foram sofrendo uma regressão, que atingiu o seu ponto mais drástico com a extinção da disciplina facultativa da sua aprendizagem no ensino secundário. A arte encontra-se atualmente salvaguardada graças a Escola de Rendas de Peniche. Hoje, 500 penicheiras se dedicam à sua confecção.

 
      Entre elas está à senhora Maria Ambrósio, 70 anos, começou a fazer rendas ainda criança.
 
- Enquanto meus irmãos trabalhavam nas empresas de pesca eu com 11 anos, já fazia as rendas parar vender. Não dava tempo nem de ir à escola. Depois casei e fui trabalhar nas redes de malhar, utilizada na pesca – contou a senhora.
 
      Já rendeira Adelina Conceição Gonçalves, 76 anos, começou ainda mais cedo que a colega Maria.
 
- Aprendi a fazer a renda de bilro quando tinha quatro anos. Depois cresci e fui trabalhar na fábrica de redes e depois nos armazém, consertando redes para as traineiras (barcos de pesca) – recorda.
 
       Maria da Conceição Simões, 65 anos de idade e 55 dedicados a renda de bilro, resume o que é ser uma rendeira de Peniche.
 
- O dia em que deixar de fazer renda por não enxergar mais ou por outro motivo qualquer acho que minha vida também acaba. A renda de bilro é meu passatempo favorito e se não conseguir fazer mais seria um grande desgosto – disse a rendeira emocionada.

Navegantes nos tempos da Exponave


Multidão lotava a Exponave que teve nove edições e deixou muitas saudades
Navegantes completou no dia 26 de agosto, 49 anos de emancipação político-administrativa. Nesses quase meio século de história, uma festa que era símbolo das comemorações do aniversário do município é lembrada com saudade pelos moradores. A Exponave surgiu no final da década de 1980 e trouxe para Navegantes muitos artistas de fama nacional. Há mais de 15 anos, a festa não existe, mas as lembranças dos festejos continuam até hoje.

Em 1988, Navegantes era um município com menos de 20 mil habitantes e a base da sua economia eram as empresas de pesca, a agricultura e o comércio. Havia poucas pessoas de fora e os moradores se conheciam. Foi nesse cenário que foi criada uma festa para comemorar o aniversário do município. Surgia assim a Exponave. A festa acontecia Ginásio de Esportes Domingos Angelino Régis e atraia uma multidão de Navegantes e cidades vizinhas. A Exponave chegou a ter um público aproximado de 50 mil pessoas em uma única edição.

Festa acontecia em frente ao Ginásio de Esportes de Navegantes
A festa proporcionava aos seus visitantes uma feira comercial e industrial, além de outras atrações. Os blocos carnavalescos de Navegantes tinham o direito de ter barracas, onde comercializam bebida e comida. O dinheiro arrecadado era utilizado para investir no carnaval. Os shows nacionais eram as atrações mais aguardadas pela população da cidade e da região.

Martinho da Vila foi uma das atrações da Exponave. Ao seu lado está o Bilo
Num período de nove edições, diversos artistas famosos fizeram shows em Navegantes. Luiz Airão, Martinho da Vila, Alcione, Jair Rodrigues, RPM, Ultraje a Rigor, Paulinho da Mocidade, TNT, Garotos da Rua, Wanderlei Cardoso, Ângelo Máximo, Wanderléia e as alas das escolas de samba da Mangueira e Império Serrano, ambas do Rio de Janeiro.

Solon Damásio da Costa, o Bilo, foi o idealizador da festa e disse que a Exponave foi pioneira a dar oportunidade para artistas que estavam esquecidos.

- Trouxemos artistas que estavam esquecidos como Ângelo Máximo, Wanderléia, que tiveram shows concorridos. O show da Wanderléia foi um sucesso. A escola de samba Império Serrano foi também teve também lotação máxima – lembra.

Bilo explicou que a mudança de governo fez que a Exponave mudasse de nome. Para o navegantino, a festa acabou assim que começaram a cobrar entrada.

- Era uma festa que não dava prejuízo e se existisse hoje seria uma das mais tradicionais da região. O diferencial dela era a presença de artistas nacionais, tínhamos sempre uma grande atração por noite. Assim que ela mudou de nome resolveram cercar a área do Ginásio de Esportes e cobrar ingressos. A população que estava acostumada a não pagar para entrar na festa não gostou e acredito que isso motivou o fim da festa – ressaltou Bilo.

Primeira edição da Exponave foi realizada em 1988. Abertura contou com a presença de autoridades
Entre os moradores, saudades da Exponave não faltam. Lembranças que no mês de agosto sempre insistem em voltar. Para Reni Romão, uma festa como a Exponave jamais Navegantes terá de novo.

- Depois da Exponave, Navegantes nunca teve uma festa igual. Nessa época do ano as pessoas já estavam empolgadas com os shows nacionais. Além de Navegantes vinha gente até de Blumenau para participar da festa. Os estandes eram concorridos, empresários e comerciantes disputavam um lugar para vender seus produtos – recorda Reni, que trabalhou muitos anos na parte comercial da festa.

Outra banda que esteve em Navegantes para a Exponave foi o RPM
A última Exponave aconteceu em 1996. Um ano depois virou Exponafest. Em seguida, a festa trocou de nome novamente e começou a ser chamada de Navifest. A Navifest durou apenas duas edições para nunca mais voltar.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A preferência pelos clubes cariocas

O futebol surgiu no Rio de Janeiro por iniciativa de Oscar Cox, no distante ano de 1901. Filho de pai inglês e mãe carioca, Cox organizou naquele ano, a primeira partida de futebol do Rio de Janeiro. Jogaram brasileiros contra ingleses que residiam na cidade carioca. O jogo terminou empatado em 1 x 1, mas quem ganhou mesmo foi o futebol brasileiro.

No ano seguinte, foi fundado o Fluminense Football Club, o primeiro clube carioca de futebol. O Clube de Regatas do Flamengo surgiu em 1895, mas o com time de futebol em 1912.

Outro clube de regatas, o Vasco da Gama foi fundado em 1898 e deu inicio no futebol em 1915.

O Botafogo Futebol e Regatas, apesar de ter surgido em 1894, começou as atividades dentro de campo em 1942.

Os clubes cariocas ganharam fama e começaram a chamar atenção da torcida de outras partes do país, principalmente no Norte e Nordeste do Brasil.

No Sul, o Rio Grande Sul tem como referência a dupla grenal e no Paraná os clubes paulistas, Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

Já em Santa Catarina, enquanto as regiões Oeste e de Serra são gremistas ou colorados, do Litoral, de Norte a Sul, a torcida é para Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo e Fluminense. Mas, como surgiu a preferência da torcida por times do Rio de Janeiro?
                                      Segundo o comentarista esportivo rádios do Rio contribuiram   

Para o comentarista e ex-goleiro do Marcílio Dias, Eládio Cardoso, o interesse pelo futebol carioca surgiu com as transmissões das partidas de futebol pelas rádios do Rio de Janeiro.

- Antes da televisão chegar, a única maneira de acompanhar um jogo de futebol era pelo aparelho de rádio. Em Itajaí na década de 1960, as rádios que davam para sintonizar eram as da cidade do Rio de Janeiro, a Rádio Tupi e Rádio Globo - explicou o ex-jogador.
Para Marinho torcida para times cariocas está centrada no Litoral
 A mesma opinião tem Célio Marinho, comentarista esportivo há mais de 47 anos na região de Itajaí.

- As rádios Mauá, Continental, Globo e Tupi eram as únicas que se conseguiam ser sintonizadas e por isso acredito que surgiu o interesse da torcida pelos times do Rio. Eu mesmo comecei a torcer ouvindo rádio. Quando era criança, -

eu ouvia os jogos de futebol, sempre que meu vizinho colocava o rádio dele em cima do muro. Virei torcedor ouvindo rádio - recorda

Marinho ressalta que a torcida por times cariocas em Santa Catarina está mais no Litoral.

- Na Região Oeste e também na Serra temos uma torcida bem maior para Internacional e Grêmio. Nessas regiões do Estado temos muitas influências do Rio Grande do Sul. No Litoral temos uma outra realidade, já com uma torcida muito forte para os clubes da cidade do Rio de Janeiro - completou o comentarista esportivo.

Entre a torcida de Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo na região o que não falta é rivalidade.
Marcelo chegou a ir a Florianópolis torcer contra o rival Vasco da Gama
Marcelo Morgado, 36 anos, é um torcedor fanático pelo Flamengo e chegou até ir de Itajaí a Florianópolis só para torcer contra o rival Vasco da Gama.

- Este ano cheguei a ir ver Avaí e Vasco, mas não deu muito certo o Avaí perdeu – brinca o torcedor rubro-negro.

Vascaíno Fabrício Marinho começou a torcer por causa do pai
Fabrício Marinho, 40 anos, torce pelo Vasco desde criança e a paixão pelo time carioca começou por influência do pai. Quando pode, Marinho vai ver o time do coração jogar.

- Já fui ver o Vasco em Curitiba, Florianópolis e até quando o clube caiu parar a segunda divisão eu fui ver o jogo – conta.
                                             
Por causa de Rivelino Álvaro começou a torcer pelo Fluminense
Filho de pai vascaíno, Álvaro César Moreira, 54 anos, começou a torcer pelo fluminense em 1975.

- Foi quando Rivelino foi jogar no fluminense. A partir daí comecei a torcer. Hoje vou ver sempre os jogos. – explicou o torcedor.
Para Ismael Garrincha foi o grande nome da história do Botafogo
 Ismael Inácio Bento, 48 anos, é de uma família de botafoguenses e tem como ídolo Garrincha.

- Meu pai era torcedor do Botafogo e meus filhos são também. Garrincha foi o grande ídolo do time e anos esquecíveis como torcedor foi o título do Campeonato Carioca de 1989 e o Campeonato Brasileiro de 1995 – destacou o botafoguense.

A polêmica origem do Boi de Mamão

Boi de Mamão pode ter origem na Espanha e não em Portugal como é conhecido
Se você perguntar para um morador de uma das 15 ilhas do Arquipélago dos Açores (Portugal), o que significa a palavra “Boi de Mamão”, é provável que ele não saiba responder. Mesmo assim a manifestação folclórica praticada em Santa Catarina desde o século 19 é atribuída à cultura açoriana, mesmo nunca tendo existido nos Açores. Agora uma nova pesquisa tenta desvendar a origem ainda incerta do boi mais famoso de Santa Catarina.

No recém-lançado “O Boi de Mamão folguedo folclórico da Ilha de Santa Catarina - Introdução ao seu estudo”, o professor e folclorista Nereu do Vale Pereira, oferece mais uma pista de onde surgiu o folguedo. Para a surpresa de muitos historiadores o boi de mamão não veio do Boi Bumbá nordestino e sim dos espanhóis que aqui estiveram entre anos de 1500 a 1800.

Estudioso da cultura açoriana, o professor descarta a origem do folguedo nos Açores, contrariando o pensamento de muitas pessoas que divulgam a tradição.

- Nos Açores não existe boi de mamão. Há brincadeira com boi de verdade, no campo ou na corda - contesta o pesquisador.

Boi Bumbá é uma das explicações para a origem do boi catarinense
Segundo Pereira, o folguedo catarinense tem semelhança com práticas ibéricas ligadas às corridas de touros como Juego de La Vaquilla ou Touro de Mimbre, feito com bois falsos para iniciar os jovens nas touradas.

- Bem diferente da forma ritualística do Bumba Meu Boi nordestino, de influência africana - completou o professor.

O livro

Com 188 páginas, a obra aborda a origem do Boi de Mamão como folguedo folclórico em Santa Catarina, assim como formas de organização da brincadeira, desde a construção dos personagens e confecção do figurino, além da seleção das cantorias e treinamento dos cantores e dançadores para sair às ruas.

Livro tenta desvendar a origem do Boi de Mamão
O livro traz ainda ilustrações de obras feitas por artistas espanhóis no século 18, que mostram imagens de brincadeiras com bois falsos confeccionados em madeira, couro ou tecido.

O trabalho é o resultado da experiência de mais de 30 anos com o Boi de Mamão.

A brincadeira

O folguedo conta a morte e ressurreição do boi. O primeiro registro em Santa Catarina é do ano de 1830. Entre os personagens estão o proprietário do boi, a bermuncia e seu filhote, a maricota, o doutor, a viúva, o cavalinho, os outros bois, os corvos e o boi.

A polêmica origem do boi de mamão

Antigamente, a brincadeira era conhecida como “Boi de Pano”, mas com a pressa de fazer o personagem começou a ser usado um mamão verde para representar a cabeça do boi.

Brincadeira envolvendo o boi é encontrada também em outras partes do Brasil e são conhecidas como Boi

Bumba e Bumba Meu Boi.

Os bois mais famosos do país são o “Caprichoso” e o “Garatindo”, do Festival Folclórico de Parintins, nos Amazonas.

Não concorda

O professor e historiador Ivan Serpa considera um absurdo tentar encontrar a origem do boi na Europa. Serpa trabalha com o Boi de Mamão há dois anos, no bairro Itaipava, em Itajaí.

- O boi de mamão possui características de várias culturas e não só européia. É um erro querer atribuir a origem do folguedo aos espanhóis - disse.

Serpa concorda apenas que a brincadeira não tem origem nos Açores.

- No ano passado um grupo folclórico dos Açores esteve em Itajaí. Ninguém do grupo açoriano sabia dizer o que era a palavra Boi de Mamão – explicou o professor.



sexta-feira, 22 de julho de 2011

Caçada ao submarino alemão

 
Navio brasileiro "Tutóya" sendo torpedeado pelo U-513
     Quando o submarino alemão Unterwasser-Schiff 513 (U-513), comandado por Friedrich Guggenberger, veio para o Atlântico Sul, recebeu de Hitler uma única missão: afundar o máximo de navios em águas brasileiras. Guggenberger, então com 28 anos na época, chegou a ser condecorado por Hitler, após afundar um grande porta-aviões inglês.

           No dia 21 de junho de 1943, o navio de bandeira sueca SS Venezia foi a primeira vítima do U-513. A embarcação avistada próxima ao Arquipélago de Abrolhos, no litoral da Bahia, foi torpedeada. O navio afundou tão rápido que a tripulação não teve tempo de chamar SOS. O ataque do submarino alemão só foi descoberto uma semana depois, assim que parte da tripulação chegou em terra firme.
 
            Quatro dias depois, o alvo foi o navio petroleiro americano “Eagle”. Foram mais de 12 horas seguidas de perseguição ao petroleiro da Standard Oil. Ainda no litoral fluminense, o U-513 afundou, no dia 30 de junho de 1943, o navio brasileiro “Tutóia”.
 
O submarino alemão antes de iniciar mais um ataque
 
       Embarcação seguia de Paranaguá, no Paraná, para o porto de Santos, quando foi surpreendida pelo submarino alemão. Dos 37 tripulantes, 30 conseguiram sobreviver.

       Já em águas paulistas, o submarino alemão torpedeou no dia 03 de julho outro navio americano, o Elihu B. Washburne, próximo a Ilha Bela. O navio seguia também para Santos e transportava café para os Estados Unidos.

       Seguindo em direção ao Sul, o submarino comandado por Guggenberger afundou o navio inglês “Incomati”. No Litoral de Santa Catarina, aconteceu a última missão do U-513. Navegando próximo de Florianópolis, o “Richard Caswell” foi atacado e torpedeado no dia 16 de julho. O navio de bandeira dos Estados Unidos vinha de Buenos Aires com uma carga valiosa de tungstênio e magnésio.


O U-513 foi responsável por afundar diversos anvios na costa brasileira
               
          Ainda em mares catarinenses, Guggenberger cometeu um erro que foi fatal para sua derrota. Depois de uma longa conversa via rádio, o capitão americano Roy Whitcomb, que já estava no encalço do submarino alemão, conseguiu interceptar a conversa e fazer a sua localização. O submarino estava a cerca de 170 quilômetros de Florianópolis.


Comunicação interceptada ajudou na localização do subamrino no Litoral de SC
      
        Na manhã nublada do dia 19 de julho de 1943, o hidroavião PBM 5 Mariner, pilotado por Whitcomb, decolou de Florianópolis. O submarino alemão é localizado às 15h30 daquele dia. A tripulação, assim que avistou a aeronave americana, até tentou submergir novamente, mas não havia mais tempo.


Números circulados em vermelho são os submarinos alemães afundados no Brasil
          
        Seis bombas foram jogadas em direção ao U-513 e duas acertam o casco. Dos 46 tripulantes, sete sobreviveram, entre eles Guggenberger. O comandante alemão e os outros tripulantes foram resgatados quase um dia depois do ataque. Eles foram levados para a cidade de Recife e em seguida para os Estados Unidos.

U-513 é localizado

        As coordenadas deixadas pelo capitão americano Roy Whitcomb ajudaram Vilfredo e Heloísa Schürmann na localização do U-513. O casal de aventureiros assinou um convênio de cooperação com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) para localização e confirmação, por meio de prospecção oceanográfica, da posição do submarino. A descoberta veio na noite do dia 14 de julho de 2011, cinco dias antes de completar 68 anos do ataque que afundou o U-513.

       Os restos do submarino foram encontrados a 75 m de profundidade próximo ao Litoral de São Francisco do Sul. Para achar o U-513, Vilfredo e Heloísa foram aos Estados Unidos e à Alemanha pesquisar nos arquivos das marinhas americana e alemã. O filho Wilhelm comprou em Boston um radar do mesmo tipo do que localizou o transatlântico Titanic no Atlântico Norte, em 1985. As buscas foram feitas numa área a 75 quilômetros a leste de Florianópolis.
 
Hidroavião americano que afundou o submarino alemão U-513
           
        As buscas dos Schürmann se concentraram na área entre os locais onde o hidroavião americano patrulhava o mar e o ponto onde os náufragos foram resgatados, um dia depois do afundamento.

- Os relatos da época falam de uma mancha de óleo de 30 milhas levada pela corrente”, contou Vilfredo.

      Segundo o navegador, no local a profundidade é de aproximadamente 100 metros, fundo demais para mergulhadores. Vamos usar um submarino robô para filmar dentro do U-513. -disse.


Navio americano resgatou Guggenberg e seis tripulantes do U-513

        Durante a Segunda Guerra Mundial, foram afundados em águas brasileiras 11 submarinos alemães. Vários grupos de arqueologia submarina desenvolvem trabalhos de pesquisa documental para tentar achá-los, mas o U513 foi o primeiro a ser encontrado.

        Foram torpedeados de 22 de março de 1941 a 23 de outubro de 1943, 91 navios mercantes nacionais e estrangeiros por submarinos do Eixo (Alemanha, Itália e Japão).

Desapareceu na floresta

         Após ser preso no Litoral de Santa Catarina, Friedrich Guggenberger foi transferido para o campo de prisioneiros nos Estados Unidos. Guggenberger e outros prisioneiros de guerra conseguiriam fugir no dia 23/12/1944. A fuga durou 13 dias e os prisioneiros foram recapturados próximo a fronteira mexicana. Guggenberger foi libertado pelos Aliados em agosto de 1946.
 
Guggenberg (o terceiro da esquerda para direita) foi condecorado por Hitler
         Após a guerra voltou para a Alemanha e tornou-se arquiteto. No dia 13 de Maio de 1988, Guggenberger resolveu passear em uma floresta e nunca retornou. Seu corpo foi encontrado dois anos mais tarde.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Professores assistem documentário sobre a Ericeira

                                                                            
O documentário “Ericeira: um mar de história” foi exibido nesta quarta-feira (08), em Navegantes. A apresentação foi feita no auditório da prefeitura para professores da rede municipal de ensino. O documentário retrata a história da vila da Ericeira, localizada a 40 quilômetros de Lisboa. O filme aborda a importância da vila portuguesa para instalação de uma colônia pesqueira no Litoral de Santa Catarina no século XIX, a Colônia Nova Ericeira. As imagens foram captadas no mês de agosto de 2010, pelo jornalista Rogério Pinheiro, que também assina o roteiro e direção. A Nova Ericeira é considerada a primeira companhia pesqueira do Brasil.

Além de belas imagens, o documentário traz entrevistas com pescadores, personalidades e brasileiros que foram trabalhar na vila portuguesa. A Ericeira é um dos três lugares em Portugal com a maior concentração de brasileiros. A vila, com mais de dois mil anos de história, tem no turismo a sua principal atividade econômica.

Professores de Navegantes conferiram o documentário exibido no auditório da prefeitura
O filme está sendo exibido, gratuitamente, em escolas públicas, associações de moradores, entidades e colônias pesqueiras do litoral catarinense. No itinerário estão as cidades que fizeram parte da Colônia Nova Ericeira: Balneário Camboriú, Bombinhas, Camboriú, Governador Celso Ramos (Ganchos), Itajaí, Itapema, Navegantes, Porto Belo e Tijucas.

O documentário Ericeira: um mar de história foi produzido em parceria com a TV Univali e conta com o apoio cultural das Lojas Sibara.

Sobre a colônia

A Colônia Nova Ericeira foi criada por Dom João VI, em 1818, na Enseada das Garoupas, hoje a cidade de Porto Belo. Ao todo cerca de 300 famílias, a maioria formada por pescadores, vieram da Ericeira e outras cidades de Portugal.

Informações adicionais pelo e-mail anovaericeira@gmail.com



sexta-feira, 24 de junho de 2011

O Quilombo Esquecido

Quando os primeiros escravos chegaram ao sertão do Valongo, em Porto Belo, no século 19, não descobriram apenas um lugar isolado, rodeado por morros e pela floresta de mata atlântica. Eles encontraram também um lugar para começar uma nova vida, esquecer os maus tratos e a exploração de uma sociedade escravagista. Surgia assim o quilombo do Valongo, um dos 11 reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares em Santa Catarina.


Comunidade é cercada por morros
Para chegar ao quilombo é preciso andar por uma estrada de terra batida. É nela que estão as casas do Valongo. Energia elétrica existe, mas faltam sinal telefônico, comércio e até serviços básicos, como um posto médico. A unidade de saúde e o mercado mais próximos ficam a 12 quilômetros, em Tijucas. Foi numa das casas localizadas a margem da estrada de terra batida que encontramos o senhor Jonas Luiz da Costa, 74 anos, e a esposa Maria Izabel, 76 anos. Simpático e hospitaleiro, seu Jonas atendeu a reportagem do Jagoz Catarina e contou que muita coisa mudou no Valongo nos últimos 60 anos.

- Tem muita diferença. Antes a vida era trabalhar na agricultura e a agricultura hoje não está dando mais nada. Na época que nos criamos plantávamos de tudo, era banana, arroz, milho e mandioca. Nós fazíamos muito açúcar grosso aqui, mas não é o açúcar mascavo de hoje – recorda.


Seu Jonas nasceu e sempre morou no Valongo
Apesar de se lembrar do passado, o que seu Jonas sabe dos antepassados é muito pouco.

- Não conheço esse quilombola, carambola e essas coisas eu não entendo. Quando me perguntam se meus pais e meus avós foram do tempo da escravatura eu respondo que não sei. Uma avó, o pai dizia que era, mas os outros avôs meus não foram – concluiu o morador do Valongo.

Reconhecimento aconteceu em 2004

Palmares é o mais conhecido quilombo brasileiro, datado no século XVII, em Alagoas
Quilombolas são descendentes de africanos escravizados que mantêm tradições culturais, de subsistência e religiosas ao longo dos séculos. O Valongo foi reconhecido como comunidade remanescente em dezembro de 2004, pela Fundação Cultural Palmares, órgão vinculado ao Ministério da Cultura.

Segundo a coordenadora de Articulação e Apoio às Comunidades Quilombolas, Miriam Caetana de Souza Ferreira, não é só a Fundação Palmares responsável pela preservação da memória do quilombo.

- Nosso objetivo é promover a preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira, e atuar, em todo o Território Nacional, diretamente ou mediante convênios com os Estados, Municípios e entidades públicas ou privadas – explicou a diretora.

Na comunidade, os moradores seguem a Igreja Adventista do 7ª Dia. O pastor André Luiz de Oliveira, que atua há dois meses no Valongo, reconhece que a comunidade não gosta de falar sobre a origem de seus antepassados.

- A igreja Adventista é aberta a discussão da cultura e origem da comunidade, mas os moradores não gostam de falar no assunto. A igreja não faz nenhuma restrição e o que percebi até agora é que as pessoas aqui são muito tímidas. Além do trabalho religioso, a igreja realiza diversos trabalhos sociais no Valongo – enfatizou o pastor.

Município está presente
Escola atende seis alunos
Além Igreja Adventista, a Prefeitura de Porto Belo mantém uma escola primaria e realiza a manutenção do Sertão do Valongo.

- Na comunidade temos uma escola e fazemos o transporte escolar para os alunos dos ensinos fundamental e médio. Oferecemos também a merenda escolar – disse o secretário de Educação de Porto Belo, Fernando Scheffler.

Para este ano, uma novidade com relação ao Valongo vai ser a inauguração da Casa de Memória.

- Será um local para preservar a memória da comunidade. A casa contará com fotos e objetos antigos do Valongo – disse a presidente da Fundação Cultural de Porto Belo, Cristiane de Jesus.

Estudantes conferem documentário sobre a Ericeira

Vídeo foi visto por cerca de 40 alunos
O documentário “Ericeira: um mar de história” foi exibido no dia 15 de junho, na Escola Municipal Professora Rosa Maria Xavier de Araújo, em Navegantes. O vídeo foi apresentado para os estudantes da 5ª série. No final da exibição foram distribuídos livros e camisetas para os alunos que acertaram as perguntas sobre o vídeo.

Para quem prestou atenção e acertou as perguntas houve disribuição de camisetas e livros
O documentário retrata a história da vila da Ericeira, localizada a 40 quilômetros de Lisboa, e a sua importância para instalação de uma colônia pesqueira no Litoral de Santa Catarina no século XIX, a Colônia Nova Ericeira.

Documentário está sendo exibido em escolas públicas
Além de belas imagens, o documentário traz entrevistas com pescadores, personalidades e brasileiros que foram trabalhar na vila portuguesa. A Ericeira é um dos três lugares em Portugal com a maior concentração de brasileiros. A vila, com mais de dois mil anos de história, tem no turismo a sua principal atividade econômica.

Informações adicionais pelo e-mail anovaericeira@gmail.com

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Mais uma escola recebe o documentário sobre a Ericeira


Os pescadores "Velho" e "Feio" são personagens do documentário
O documentário “Ericeira: um mar de história” continua sendo exibido, gratuitamente, em escolas, faculdades, universidades e entidades do Litoral de Santa Catarina. Nesta sexta-feira (17/06), será a vez da Escola Municipal Professora Rosa Maria Xavier de Araújo, em Navegantes. O vídeo será exibido às 8 horas, para estudantes da 5ª série. A unidade escolar fica na rua Laudelino Fermino de Novaes nº 391, bairro

Igreja de Santo António tem mais de 500 anos de história
O documentário retrata a história da vila da Ericeira, localizada a 40 quilômetros de Lisboa, e a sua importância para instalação de uma colônia pesqueira no Litoral de Santa Catarina no século XIX, a Colônia Nova Ericeira. O vídeo foi produzido em parceria com a TV Univali e conta com o roteiro e direção do jornalista Rogério Pinheiro. A Nova Ericeira é considerada a primeira companhia pesqueira do Brasil.

Foi na Praia dos Pescadores que a monarquia portuguesa terminou em 1910
 Além de belas imagens, o documentário traz entrevistas com pescadores, personalidades e brasileiros que foram trabalhar na vila portuguesa. A Ericeira é um dos três lugares em Portugal com a maior concentração de brasileiros. A vila, com mais de dois mil anos de história, tem no turismo a sua principal atividade econômica.


Informações adicionais no e-mail anovaericeira@gmail.com

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Documentário sobre a Ericeira é visto por 200 estudantes


                                                                      
O documentário Ericeira: um mar de história foi exibido, nessa quinta-feira (26/05), na sala de eventos da Faculdade Sinergia, em Navegantes. O filme foi apresentado para cerca de 200 alunos do ensino médio e também para acadêmicos do curso de pedagogia. A produção retrata a história da vila da Ericeira, localizada a 40 quilômetros de Lisboa e a sua importância para instalação de uma colônia pesqueira no Litoral de Santa Catarina no século XIX, a Colônia Nova Ericeira.

O filme está sendo exibido, gratuitamente, em escolas públicas,associações de moradores, entidades e colônias pesqueiras do litoralcatarinense. No itinerário estão as cidades que fizeram parte daColônia Nova Ericeira: Balneário Camboriú, Bombinhas, Camboriú, Governador Celso Ramos (Ganchos), Itajaí, Itapema, Navegantes, PortoBelo e Tijucas.

O documentário Ericeira: um mar de história foi produzido em parceriacom a TV Univali e conta com o apoio cultural das Lojas Sibara.





Documentário sobre a Ericeira em Navegantes


Depois de Itajaí e Itapema, agora é a vez de Navegantes receber o documentário “Ericeira: um mar de história”. Nesta quinta-feira (26), o vídeo será exibido na sala de eventos da Faculdade Sinergia. A primeira sessão acontece às 9 horas, para estudantes do ensino médio. Às 20h30, o documentário será apresentado aos alunos do curso de pedagogia e também para a comunidade do bairro São Pedro (Pontal).

A produção retrata a história da vila da Ericeira, localizada a 40 quilômetros de Lisboa. O filme aborda a importância da vila portuguesa para instalação de uma colônia pesqueira no Litoral de Santa Catarina no século XIX, a Colônia Nova Ericeira. As imagens foram captadas no mês de agosto de 2010, pelo jornalista Rogério Pinheiro, que também assina o roteiro e direção. A Nova Ericeira é considerada a primeira companhia pesqueira do Brasil.

Além de belas imagens, o documentário traz entrevistas com pescadores, personalidades e brasileiros que foram trabalhar na vila portuguesa. A Ericeira é um dos três lugares em Portugal com a maior concentração de brasileiros. A vila, com mais de dois mil anos de história, tem no turismo a sua principal atividade econômica.



O documentário Ericeira: um mar de história foi produzido em parceria com a TV Univali e conta com o apoio da Lojas Sibara.







quarta-feira, 27 de abril de 2011

Documentário sobre a Ericeira será exibido em Itapema

                                                                         
O documentário Ericeira: um mar de história vai estar nesta quinta-feira (28), em Itapema. O vídeo será exibido no auditório da prefeitura, localizada na Avenida Nereu Ramos, nº 134, Centro. As sessões acontecem das 9 às 12 horas e das 14 às 16 horas, para estudantes da rede municipal de ensino. O evento também é aberto à comunidade.

O documentário Ericeira: um mar de história foi produzido em parceria com a TV Univali e conta com o apoio cultural das Lojas Sibara. Em Itapema, a exibição está sendo feita a convite da Fundação Cultural e faz parte das comemorações do aniversário de 49 anos do município, celebrado no dia 21 de abril.

                                                                

O vídeo conta a história da vila portuguesa da Ericeira, localizada a 40 quilômetros de Lisboa. O filme aborda também a importância da vila lusa para instalação de uma colônia pesqueira no Litoral de Santa Catarina no século XIX, a Colônia Nova Ericeira, no qual Itapema fez parte. As imagens foram captadas no mês de agosto de 2010, pelo jornalista Rogério Pinheiro, que também assina o roteiro e direção. A Nova Ericeira é considerada a primeira companhia pesqueira do Brasil. O vídeo tem 25 minutos de duração.

                                                                          

O filme está sendo exibido, gratuitamente, em escolas públicas, associações de moradores, entidades e colônias pesqueiras do Litoral de Santa Catarina. No itinerário estão as cidades que fizeram parte da Colônia Nova Ericeira: Balneário Camboriú, Bombinhas, Camboriú, Governador Celso Ramos (Ganchos), Itajaí, Itapema, Navegantes, Porto Belo e Tijucas.

Sobre a colônia

A Colônia Nova Ericeira foi criada por Dom João VI, em 1818, na Enseada das Garoupas, hoje a cidade de Porto Belo. Ao todo cerca de 500 famílias, a maioria formada por pescadores, vieram da Ericeira e outras cidades de Portugal.